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[jan/2013]
Metrus abre seu plano a cliente externo

 

03/01/2013

Valor Econômico

Jornalista: Beth Koike

 

O Metrus, fundo de pensão dos funcionários do Metrô de São Paulo, quer aumentar sua base de clientes de planos de saúde e previdência privada. Para isso está oferecendo seus dois produtos ao mercado. Hoje, apenas os funcionários, aposentados, dependentes e agregados têm direito ao convênio médico e à previdência do Metrus. "Queremos nos tornar um fundo multipatrocinado [que atende também o público externo]. O nosso diferencial em relação às demais previdências privadas é o nosso plano de saúde", disse Fábio Mazzeo, presidente do Metrus.

O convênio médico dos metroviários é bem conceituado, com nota de 0,8 de uma classificação que vai de 0 a 1, segundo a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Vale destacar que os convênios administrados pelas próprias empresas - modelo conhecido como autogestão - costumam ter melhor reputação em relação à maioria do mercado. Eles não visam lucro, como uma operadora ou seguradora de saúde, e suportam índices mais altos de uso dos serviços. A sinistralidade do segmento é de 91,4%. Na Bradesco Saúde, maior seguradora do ramo, por exemplo, esse indicador ficou em 86,9% no terceiro trimestre de 2012.

O plano de saúde do Metrus só poderá ser contratado por outras empresas se houver também a aquisição da previdência privada. Segundo Mazzeo, essa é uma determinação da legislação. O público-alvo do fundo de pensão são as empresas públicas de São Paulo como a Cetesb e CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano), que já foram inclusive contatadas.


Hoje, o convênio médico do Metrô conta com uma carteira de 30 mil usuários, entre funcionários, aposentados, dependentes e agregados. Deste total, 9 mil são funcionários que contribuem mensalmente com 2% do seu salário para composição de um fundo que subsidia de 38% a 60% do custo de um plano de saúde destinado a aposentados, dependentes e agregados que pagam uma mensalidade. Por exemplo, um plano na modalidade apartamento com direito a hospitais como Albert Einstein e Sírio-Libanês custa R$ 912 para o aposentado e R$ 1,5 mil para agregados.

A venda do convênio médico para o público externo foi uma forma encontrada pelo Metrus para aumentar sua base de clientes, que não registra crescimentos expressivos porque depende da contratação de novos empregados.

Por causa dessa característica, a carteira de planos de saúde de autogestão tende a ser cada vez mais velha, uma vez que há poucos entrantes e os funcionários já contratados vão envelhecendo. Dos cerca de 5 milhões de pessoas que possuem convênios médicos nesse modelo no país, quase 23% tem mais de 60 anos, idade em que o uso e os custos são maiores.

Segundo dados da Unidas, associação que reúne os planos de saúde de autogestão, o custo médio assistencial para pessoas com mais de 59 anos é de R$ 5.460 por ano. Para efeito de comparação, na faixa etária entre 39 e 43 anos, o valor cai para R$ 1.745. "A questão do envelhecimento da população afeta todo o setor. No nosso segmento, em especial, a incidência de usuários com mais de 59 anos é maior e por isso uma das nossas estratégias é investir fortemente em programas de prevenção e gerenciamento de doenças crônicas", afirmou Denise Rodrigues Eloi de Brito, presidente da Unidas.

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