Sabrina Oliveira é CEO da WON Gestão
A recente edição do Abradilan Conexão Farma trouxe à tona um tema que vem ganhando cada vez mais relevância no ambiente corporativo: a comunicação dentro das equipes
Ao longo das conversas com empresários, líderes e profissionais do setor farmacêutico, ficou evidente que as farmácias vivem hoje um cenário bastante particular. Diferentes gerações convivem no mesmo ambiente de trabalho, enquanto o perfil do consumidor também se transforma rapidamente.
Essa diversidade geracional impacta diretamente a forma como as empresas se comunicam, tomam decisões e estruturam suas lideranças.
Segundo dados do IBGE, o Brasil possui cerca de 32 milhões de pessoas com mais de 60 anos, o que representa aproximadamente 15,8% da população. Trata-se de um público em crescimento, com necessidades específicas, que exige cada vez mais empatia, escuta ativa e clareza na comunicação no momento do atendimento.
Esse movimento também foi destacado recentemente pela Você S/A, que apontou como a convivência entre gerações tem pressionado as empresas a revisarem sua comunicação interna e seus modelos de liderança.
No varejo farmacêutico, essa realidade se torna ainda mais sensível, uma vez que o atendimento humanizado é um dos pilares da experiência do cliente.
No entanto, existe um ponto que muitas organizações ainda não perceberam: comunicação não é apenas uma habilidade comportamental. Ela também pode ser compreendida como um fator estratégico de gestão de riscos.
Ambientes onde a comunicação falha tendem a apresentar conflitos internos, aumento do estresse ocupacional, queda de produtividade e maior rotatividade de colaboradores. A rotatividade, por sua vez, representa um custo significativo para as empresas.
Estudos indicam que substituir um colaborador pode custar entre 50% e 150% do salário anual da posição, considerando despesas com recrutamento, treinamento e a perda de produtividade até a adaptação do novo profissional.
Nesse contexto, a comunicação clara e a liderança empática passam a desempenhar um papel fundamental na sustentabilidade das organizações. Farmácias que desenvolvem uma cultura de diálogo respeitoso e transparente conseguem fortalecer o ambiente de trabalho, melhorar a experiência do cliente e aumentar o engajamento das equipes.
Além disso, essa abordagem se conecta diretamente à gestão estratégica de benefícios e à análise de riscos empresariais. Benefícios corporativos bem estruturados contribuem para reduzir tensões internas, melhorar o clima organizacional e fortalecer a percepção de cuidado dentro das equipes.
Ao olhar para o futuro do varejo farmacêutico, torna-se cada vez mais evidente que gestão de pessoas, gestão de benefícios e gestão de riscos caminham juntas. Mais do que vender produtos ou ampliar operações, o desafio das empresas será desenvolver lideranças capazes de comunicar, integrar diferentes gerações e construir ambientes organizacionais saudáveis e sustentáveis.
Em um mercado cada vez mais competitivo, a forma como uma empresa se comunica pode se tornar um verdadeiro diferencial estratégico.
Nesse cenário, cresce também a necessidade de as empresas contarem com uma visão mais estruturada sobre gestão de pessoas, benefícios corporativos e análise de riscos empresariais.
Na WON Gestão, temos trabalhado justamente nesse ponto de interseção entre cultura organizacional, proteção dos colaboradores e sustentabilidade financeira das empresas. Por meio de diagnósticos estratégicos, gestão de benefícios e análise de riscos corporativos, apoiamos organizações na construção de ambientes mais saudáveis, produtivos e preparados para os desafios do mercado.
Empresas que desejarem aprofundar essa reflexão podem conhecer mais sobre as soluções desenvolvidas pela WON para o setor empresarial.
Texto escrito por Sabrina Oliveira, especialista em Gestão de Benefícios Corporativos e Análise de Riscos Empresariais.
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