Robléia Saúde, da Farmácia Indiana
Entre ciência e acolhimento, profissionais mostram como a dedicação às pessoas e a atenção primária constroem carreiras e transformam vidas
Nesta terça-feira (20 de janeiro) o Brasil celebra o Dia do Farmacêutico, data que marca os 110 anos da fundação da Associação Brasileira de Farmacêuticos (ABF), criada em 1916. Mais de um século depois, a profissão segue em constante evolução e cada vez mais estratégica para o sistema de saúde.
Em reportagem especial, o Panorama Farmacêutico conversou com diversos profissionais espalhados pelo país. Apesar das diferentes realidades regionais, todos compartilham algo em comum – o amor e a dedicação pela carreira.
Entre receitas e histórias, farmacêuticos cuidam de vidas
Saúde até no sobrenome
Nem sempre a vocação nasce como um plano. Às vezes, ela se revela no caminho. Foi assim com Robléia Saúde, 50 anos, que sonhava ser veterinária. Ela encontrou na Farmácia Indiana não apenas uma profissão, mas um propósito de vida. Graduada no início dos anos 2000 pela Univale, em Governador Valadares (MG), integrou a primeira turma da instituição.
No estágio na Farmácia Municipal de Valadares, encontrou Bruno Vieira Gomes, farmacêutico que lhe ensinou mais do que técnica. Mostrou como é trabalhar com responsabilidade, humanidade e entrega. O mentor morreu jovem, aos 33 anos, mas deixou com Robléia um legado eterno. “Foi ele quem abriu as portas da Indiana, onde entrei como estagiária, sem garantias, somente com sede de aprender”, relembra.
Sem CRF e aguardando o reconhecimento do curso, seguiu trabalhando. Quando o registro saiu, veio a carteira assinada e, com ela, a confiança da empresa. Tornou-se a primeira visitadora médica da Indiana, enfrentando sol, chuva e estradas de terra. Mas o coração nunca deixou dúvidas. O lugar dela era no balcão, perto das pessoas.
Ao longo dos anos, passou por diversas funções, atuando como gerente, auditora e em áreas de processos de qualidade, vacinação e serviços clínicos. Filha de uma secretária de médico que acolhia pacientes em casa, Robléia transformou o balcão da farmácia em local de escuta, orientação e cuidado. Essa missão ficou ainda mais evidente durante a pandemia. Já atuando na vacinação, mudou-se para Teixeira de Freitas, na Bahia, em 2020, no auge da Covid-19, realizando testes e atendimentos na linha de frente.
O momento mais difícil de sua vida, porém, veio com a doença da mãe. Foram meses entre hospitais, viagens, incertezas e dor pelo falecimento. Preocupada com o tempo afastada, procurou o departamento de RH para tratar da compensação. Ouviu algo que jamais esqueceu. A empresa não descontaria as faltas. “A empresa formou uma rede de apoio e humanidade”, relembra, em lágrimas.
Mais do que isso, ela ganhou uma semana de descanso para recompor a alma. De volta à rotina, recebeu o desafio de assumir o Espaço Saúde da Indiana Drive, uma unidade de alto fluxo em Teixeira de Freitas. Mesmo com medo, aceitou e a farmácia tornou-se referência em atendimento farmacêutico.
Conquistou o primeiro lugar da rede em serviços básicos por dois anos consecutivos e destacou-se também em testes clínicos, ficando entre os melhores resultados da empresa. Com 25 anos de profissão, Robléia não mede seu sucesso por números, mas pelas histórias que carrega. Crises de ansiedade acalmadas com conversa, vidas salvas com atenção, bebês acolhidos com carinho, clientes que só confiam nela. “Às vezes, tudo o que a pessoa precisa é ser ouvida”, finaliza.
Olhar que salva
A trajetória de Maria de Lourdes Silva, 57 anos, farmacêutica responsável técnica da Drogaria São Paulo, revela como atenção, empatia e conhecimento científico podem mudar vidas, às vezes antes mesmo de chegar ao consultório médico.

Maria de Lourdes Silva, da Drogaria São Paulo / Foto: Divulgação
Natural da Bahia, Maria de Lourdes iniciou sua trajetória ainda jovem, fascinada com a maneira com que o dono da farmácia onde trabalhava atendia os clientes, explicando o modo de usar os medicamentos. “Eu achava aquilo fantástico”, lembra. Com o sonho de se tornar farmacêutica, mudou-se para São Paulo em 1995, começando como balconista.
Poucos anos depois, conciliava o cargo de subgerente com a faculdade de farmácia e bioquímica na Uninove, na qual se formou em 2007. Desde então, vem transformando a rotina da unidade em Diadema (SP) em um verdadeiro espaço de cuidado.
O dia a dia de Maria de Lourdes vai muito além de dispensar medicamentos. “As pessoas entram aqui com problemas ou buscando auxiliar alguém que está doente. Precisamos ter um olhar especial para o acolhimento”, enfatiza. Entre os casos marcantes, ela recorda o caso de um homem que procurou a farmácia com uma ferida no rosto em busca de uma pomada. “Percebi algo diferente, o conduzi à sala de aplicação e expliquei que precisava acionar um dermatologista. Semanas depois ele voltou, agradecendo e com lágrimas nos olhos. Estava com câncer de pele”, conta.
Outro episódio mostra sua atenção ao atendimento de um cliente que alegava ter alergia nas costas, que não melhorava mesmo após o uso de medicação convencional. Maria de Lourdes não apenas identificou uma herpes-zóster, como também acompanhou o paciente para garantir que ele seguisse corretamente o tratamento prescrito. “Ele só confia em mim. Isso não tem preço”, afirma.
Além dos cuidados com a saúde, a farmacêutica também protege clientes de situações de risco. Ao presenciar um idoso que tentava adquirir um valor altíssimo de créditos de celular, ela percebeu o nervosismo e agiu rapidamente para evitar a ação dos golpistas e garantir que ele e sua família ficassem em segurança.
Com 31 anos de carreira, Maria de Lourdes é um exemplo de como a farmácia pode ser mais do que um ponto de venda de medicamentos. “Somente com atenção e empatia podemos salvar vidas de formas inesperadas”, declara, emocionada.
Espaço de cuidado
O advento das salas clínicas nas farmácias ganha rosto e voz nas histórias de Renane Bernardes (44 anos), coordenadora farmacêutica; e Jionnington da Silva Avelino (32 anos), farmacêutico clínico da Drogaria Venancio, no Rio de Janeiro. Suas trajetórias revelam como a farmácia deixou de ser apenas um ponto de venda para se firmar como um hub de atenção primária.

Renane Bernardes, da Venancio / Foto: Divulgação
Renane entrou na Venancio em 2004, ainda como estagiária. Recém-formada pela Universidade Estácio de Sá, assumiu a responsabilidade técnica das lojas, viveu a rotina intensa do atendimento direto à população e acompanhou de perto a evolução do setor farmacêutico no Brasil.
Em mais de 20 anos de carreira, participou da implementação das salas de serviços farmacêuticos, da ampliação de atendimentos clínicos e da capacitação de equipes. “Foi um divisor de águas. Concluímos que não estávamos ali só para entregar caixas, mas para cuidar de pessoas”, constata.
Os impactos desse novo modelo aparecem em histórias reais. Renane relembra uma simples verificação de pressão arterial, a partir da qual uma farmacêutica identificou sinais de fibrilação atrial no paciente. O encaminhamento rápido ao médico resultou em exames, cirurgia cardíaca e, mais tarde, em um retorno emocionante do paciente apenas para agradecer. “É nessas horas que compreendemos o tamanho da nossa responsabilidade e da nossa importância”, acredita.
Na outra ponta do atendimento, Silva é um apaixonado por ciência e por pessoas. Formado em 2014 na UFMG, ele escolheu a profissão por unir química, biologia e cuidado humano. Chegou à Venancio em 2021, em pleno auge da pandemia de Covid-19. Foi ali que viveu um dos períodos mais intensos da profissão, com testes em massa, orientação à população, enfrentamento do medo e da desinformação. “Tinha dias que realizávamos entre 50 a 60 testes. As pessoas estavam assustadas e a farmácia virou um ponto seguro de acolhimento”, relembra.
Hoje, Silva realiza atendimentos clínicos, testes rápidos, vacinação e orientações personalizadas. Conversa diretamente com crianças antes de uma aplicação, escuta com atenção idosos, observa sinais muitas vezes invisíveis ao olhar apressado. “Uma glicemia alterada ou uma conversa mais cuidadosa revela problemas sérios. Orientamos, encaminhamos e acompanhamos. Isso é atenção primária na prática”, ressalta.

Jionnington da Silva Avelino, da Venancio / Foto: Divulgação
A atuação do farmacêutico também se estende aos bastidores, por meio de treinamento de equipes, apoio ao jurídico, marketing, cadastro de medicamentos, garantia da qualidade e até direção executiva. Na Venancio, farmacêuticos ocupam posições-chaves em praticamente todos os setores. “Somos uma engrenagem essencial. Qualquer área passa por nós em algum momento”, resume Renane.
A história de um farmacêutico que vacina com o coração
Entre frascos de vacinas e atendimentos diários, o farmacêutico Ademir Reis, 56 anos, sobressai não apenas pelo conhecimento técnico, mas pela paixão que imprime em cada paciente que chega à Drogasil, em Santo André (SP). Sua trajetória começa na década de 1980, no Paraná, quando, ainda jovem, trabalhava como ajudante de farmácia.

Ademir Reis, farmacêutico clínico na Drogasil / Foto: Divulgação
“Meu sonho era ser farmacêutico, algo muito desafiador na época. Depois de cumprir o serviço militar, vim para São Paulo e consegui trabalhar numa farmácia de bairro. Foi meu chefe quem pagou minha faculdade por acreditar no meu empenho”, conta. A partir desse apoio, ele se formou pela UniABC em 2003 e começou uma trajetória marcada pelo comprometimento com o cuidado à saúde.
Hoje, Reis atua como farmacêutico clínico e sua unidade é líder no ranking de vacinação da rede. Mas o que o diferencia é o modo como ele encara o atendimento, não apenas aplicando vacinas, mas estabelecendo uma conexão verdadeira com os clientes. “Eu me sinto realizado porque consigo cuidar das pessoas de perto. Cada atendimento é uma oportunidade de transformar vidas”, explica.
Além de coordenar campanhas de imunização dentro da farmácia, ele também promove ações extramuros, levando vacinas para empresas e condomínios da região do ABC. Entre as mais procuradas destacam-se as da gripe, HPV e dengue, com uma abordagem educativa que reforça a importância da prevenção.
Para Reis, o segredo do sucesso vai além do conhecimento técnico. “É a união da equipe. Um ajudando o outro, treinando e se atualizando constantemente”, analisa. O farmacêutico também mantém viva a perspectiva de crescimento e inovação dentro da profissão. “Meu próximo sonho é atender em consultório farmacêutico, prescrever medicamentos e acompanhar o paciente de forma ainda mais próxima”, revela.
Do microscópio ao atendimento
Desde criança, Hairton Ayres Azevedo Guimarães, 54 anos, já se encantava com a ciência. Fascinado pelos microscópios, sonhava em entender o mundo invisível das células. Décadas depois, esse encanto se traduziu em uma carreira marcada pelo amor ao conhecimento e ao contato humano, moldando sua trajetória inspiradora na Drogaria Araujo.

Hairton Ayres Azevedo Guimarães, da Drogaria Araujo / Foto: Divulgação
Ele iniciou sua formação em odontologia, mas logo percebeu que o verdadeiro caminho estava na farmácia, estudando bioquímica e análises clínicas na UFMG. Em 1996, começou um estágio na Araujo, onde descobriu que o atendimento ao paciente era tão fascinante quanto a ciência.
Desde então, sua carreira foi marcada pela dedicação e pelo constante aprendizado. Trabalhou em laboratórios de análises clínicas, farmácias hospitalares e, em outubro de 1997, foi contratado oficialmente pela Araujo, onde construiu uma trajetória de 28 anos de excelência, culminando na posição de consultor técnico em 2017.
“Quem me conhece sabe que sou louco por aprender. A área da saúde é dinâmica. O que era verdade ontem hoje pode não ser mais”, comenta. Guimarães frisa que o diferencial do farmacêutico é melhorar a qualidade de vida das pessoas, e não apenas seguir prescrição ou preparar medicamentos.
O profissional é conhecido como “professor” dentro da empresa, devido à criação do Programa de Integração Farmacêutica (PIF), voltado para farmacêuticos, e do Programa de Educação Continuada (PEC), direcionado aos vendedores, com conteúdos de saúde e orientação ao cliente.
Esses programas refletem sua filosofia na qual o conhecimento só tem valor quando usado para ajudar alguém. E um episódio marcante demonstra o nível de dedicação. Durante o estágio na Araujo, ele se deparou com um paciente que apresentava dores de cabeça fortes e persistentes.
Como já havia acompanhado casos semelhantes durante estágio hospitalar em análises clínicas, ele suspeitou de uma possível infecção do sistema nervoso central. Para confirmar a hipótese, encaminhou ao médico uma solicitação de análise do líquor. A realização do exame revelou alterações compatíveis com neurocisticercose.
A atitude de observar, estudar e agir com empatia salvou a vida do cliente e também demonstrou o valor do farmacêutico como profissional capaz de identificar problemas clínicos complexos além da prescrição. Um detalhe curioso é que a médica que havia sido sua chefe durante o estágio em análises clínicas era amiga do médico responsável pelo paciente.
Reconhecendo a importância dessa atitude, a médica enviou uma carta à Drogaria Araujo para elogiar o trabalho do farmacêutico, explicando que sua iniciativa havia sido fundamental para o diagnóstico correto. O fato levou à promoção precoce do farmacêutico, após seis meses.
Paixão e propósito transformam carreiras
No mundo em que o trabalho muitas vezes é apenas uma obrigação, histórias como a de Heber Kray (30 anos) e Margarida Fátima (57 anos) lembram que dedicação, paixão e propósito podem transformar carreiras e vidas nas Farmácias Nissei.

Heber Kray e Margarida Fátima, da Nissei / Foto: Divulgação
Eles são exemplos vivos de como a perseverança e o amor pelo que se faz podem abrir portas inesperadas e construir trajetórias inspiradoras. Kray começou na Nissei ainda adolescente, com apenas 18 anos, atuando como estagiário e depois como caixa.
“Fui mudando de loja, de função, sempre em busca de oportunidades. Quando comecei a cursar farmácia na Uningá, em 2019, já tinha experiência de anos na empresa”, conta. Hoje, aos 30 anos, ele é gerente farmacêutico em Maringá (PR) e orgulha-se dos resultados de sua equipe. “Em novembro e dezembro do ano passado, conseguimos aumentar o faturamento da loja em 60%. Isso motiva a equipe e reforça que estamos no caminho certo”, ressalta.
Para Kray, o diferencial não está apenas nos números, mas na gestão de pessoas. Ele acredita que compreender todas as funções da farmácia, desde o caixa até o farmacêutico, é essencial para liderar com empatia. “Sempre indico a quem está começando no caixa para investir em um curso de farmácia. É uma profissão com oportunidades reais e espaço para crescer”, aconselha.
Já Margarida tem uma história marcada por coragem e paixão. “Em 2019, concluí minha faculdade na Fapar, me candidatei e fui aprovada na Nissei após 11 anos trabalhando em outra rede”, relembra. Ela atua como farmacêutica e diz que o que a move é, acima de tudo, o contato humano. “Farmácia é vida. Amo o que faço, gosto de pessoas e cada cliente é especial”, finaliza.
Do laboratório ao cuidado com vidas
Criado entre frascos, fórmulas e histórias de dedicação à saúde, José de Maria Melo aprendeu desde cedo que a farmácia vai muito além dos medicamentos. Filho e irmão de farmacêuticas, cresceu acompanhando a rotina de trabalho da família no laboratório após a escola, experiências que, ainda na infância, plantaram a semente de uma vocação que hoje impacta milhares de pessoas.

José de Maria Melo, Pague Menos / Foto: Divulgação
Aos 39 anos, Melo é coordenador farmacêutico da Pague Menos e celebra uma trajetória marcada por escolhas consistentes, formação contínua e, sobretudo, pelo cuidado com o outro. Formado em Farmácia pela Universidade de Fortaleza (Unifor), iniciou sua história na rede em 2008, como estagiário.
Ao longo da carreira, conciliou a atuação profissional com a busca constante por conhecimento. Concluiu mestrado em Ciências Médicas e atualmente cursa doutorado em Biotecnologia. Esse percurso acadêmico contribuiu para a construção de uma carreira sólida dentro da companhia, na qual passou por diferentes funções até assumir a coordenação farmacêutica.
Embora tenha crescido admirando o universo laboratorial, foi no contato direto com as pessoas que Melo encontrou seu principal propósito profissional. Segundo ele, o avanço da farmácia clínica e dos consultórios farmacêuticos reforçou a convicção de que ouvir, orientar e acompanhar pacientes pode transformar realidades. “O cuidado farmacêutico tem o poder de mudar destinos”, destaca.
Na Pague Menos, participou ativamente da implantação e da evolução dos serviços clínicos, acompanhando de perto a transformação da farmácia em um espaço de cuidado integral à saúde. Entre os diversos atendimentos realizados ao longo da trajetória, um caso permanece marcante – o de um paciente com obesidade, tabagismo e baixa qualidade de vida, que buscava o consultório apenas para aferir a glicemia.
“Estruturamos um acompanhamento clínico com orientações, plano de cuidado e prescrições adequadas. Ao longo do processo, ele reduziu significativamente o índice de massa corporal, recuperou a autoestima, a disposição e passou a ter mais qualidade de vida ao lado da família. É isso que nos move: mostrar que é possível viver com saúde e dignidade”, relata o coordenador.
Para Melo, ser farmacêutico é assumir diariamente o papel de educador em saúde. “É estudar de forma contínua, evoluir junto com a ciência e compreender que, à medida que as doenças avançam, o conhecimento também precisa avançar”, define.
Farmacêutico empreendedor
Em uma cidade pequena do extremo sul de Santa Catarina, onde o cotidiano segue o ritmo tranquilo do interior, a Farmácia Maryell, de Eliseu Trajano, se tornou muito mais do que um ponto de venda de medicamentos. Ela é um espaço de acolhimento, orientação e transformação de vidas. Com 28 anos à frente do negócio e 21 anos de experiência como farmacêutico, Trajano conta que sua missão vai além do balcão. “Às vezes, as pessoas chegam aqui sem saber como tomar seus medicamentos corretamente. Nosso trabalho é garantir que cada paciente siga corretamente seu tratamento e conquiste qualidade de vida”, explica.

Eliseu Trajano e equipe da Farmácia Maryell, associada à Rede MasterFarma / Foto: Divulgação
A trajetória de Trajano começou de forma inusitada. Funcionário público e representante de medicamentos, ele nunca imaginou ser farmacêutico. Mas a paixão pelo cuidado com o próximo o levou a buscar a formação na UNESC e, em seguida, abrir sua própria farmácia em São João do Sul. Hoje, ele se orgulha da profissão e do impacto que seu trabalho tem sobre a comunidade.
Além do atendimento personalizado, a farmácia oferece serviços clínicos, aplicação de injetáveis, nebulização e participação ativa no programa Farmácia Popular, que atende milhares de pessoas na região. Desde 1998, ele faz parte da rede MasterFarma, grupo associativista que fortalece pequenas farmácias com apoio em compras e gestão.
Para o empresário, essa parceria foi fundamental para enfrentar os desafios de um mercado cada vez mais competitivo, mantendo o compromisso com a qualidade e o atendimento humanizado. Aos 62 anos, Trajano continua firme na missão de ser referência em cuidado e atenção farmacêutica no interior de Santa Catarina.
Sua história é exemplo de como empreendedorismo e vocação podem se unir para impactar a vida de uma comunidade inteira. “Posso garantir meu sustento e, ao mesmo tempo, ajudar a aliviar o sofrimento das pessoas. Essa é a maior recompensa que um profissional pode ter”, ressalta.
Fonte: https://panoramafarmaceutico.com.br/exclusivo-farmaceuticos-detalham-desafios-da-profissao/
Foto: Divulgação
