Um dos pontos centrais do modelo associativista é transformar conhecimento em prática
A Federação Brasileira das Redes Associativistas e Independentes de Farmácias (Febrafar) chegou a 75 redes associadas e mais de 20 mil farmácias no País. O novo patamar foi alcançado com a entrada da Mova Marcas, que reúne as bandeiras Preço Baixo e Farmavocê, pouco depois da chegada da The Farma, do Rio Grande do Norte.
Além de representar o crescimento da entidade, a marca evidencia a dimensão alcançada pelo associativismo no varejo farmacêutico.
A proposta da Febrafar vai além da união de empresas para ganhar escala. O modelo busca oferecer às redes ferramentas, conhecimento, tecnologia, capacitação, informação e melhores condições comerciais para que possam comprar melhor, vender mais e administrar seus negócios com maior competência.
“A chegada da Mova Marcas reforça um movimento que temos observado de forma consistente: redes de diferentes regiões e modelos de atuação estão encontrando no associativismo uma alternativa para ampliar sua competitividade. Chegar a 75 redes e mais de 20 mil farmácias demonstra a dimensão que esse modelo alcançou no varejo farmacêutico brasileiro”, afirma José Abud Neto, diretor-geral da Febrafar.
Segundo ele, a força do modelo está na capacidade de transformar a união das redes em recursos concretos para o dia a dia das empresas.
“Nosso papel é criar condições para que as redes tenham acesso a ferramentas, tecnologia, informação, capacitação e melhores condições comerciais, preservando suas características e sua identidade. O objetivo é que elas possam comprar melhor, vender mais e administrar seus negócios com cada vez mais competência”, destaca Abud Neto.
Ferramentas para competir
A evolução da Febrafar ocorre em um mercado no qual as farmácias independentes enfrentam uma concorrência cada vez mais estruturada.
O avanço das grandes redes, a digitalização dos hábitos de consumo, a necessidade de profissionalização da gestão e a pressão sobre margens tornam mais importante a capacidade de tomar decisões melhores e utilizar ferramentas adequadas para cada etapa do negócio.
Nesse cenário, o associativismo funciona como uma forma de ampliar a capacidade empresarial das redes. A escala contribui para melhores condições de negociação, mas é combinada com soluções de gestão, tecnologia, capacitação e conhecimento que podem ser aplicadas diretamente pelas farmácias.
A lógica envolve diferentes frentes da operação: comprar melhor, por meio de negociações e condições comerciais; vender mais, utilizando ferramentas, conhecimento e estratégias comerciais; e administrar melhor, com tecnologia, informação e capacitação para apoiar a tomada de decisões.
“A força da Febrafar está em unir diferentes redes sem tirar delas sua identidade e, a partir dessa união, oferecer recursos que façam diferença na operação. Não se trata apenas de tamanho, mas de dar às empresas condições para serem mais eficientes e competitivas”, explica Abud Neto.
Novas redes ampliam a capilaridade
A marca de 75 redes foi alcançada após uma sequência recente de novas associações. A The Farma, do Rio Grande do Norte, foi responsável por levar a entidade a 74 redes. A associação nasceu da união de empresários do varejo farmacêutico potiguar, entre eles Silvana Gama, da Santa Sara, e Alex Macedo, da Frei Damião, com participação de Gabriel Gama, presidente da nova associação.
A The Farma reúne 30 lojas e surgiu a partir da percepção de que a união poderia ampliar a capacidade das farmácias independentes de enfrentar os desafios do mercado. O grupo combina a experiência de empresários que atuam há décadas no varejo com a participação de uma nova geração de gestores.
Para Gabriel Gama, a estrutura da Febrafar é importante justamente pela possibilidade de utilizar ferramentas e conhecimento para fortalecer os negócios. “A ideia é crescer, mas primeiro fortalecer o negócio, utilizar as ferramentas e ganhar qualidade para depois avançar”, resume.
Na sequência, a Mova Marcas levou a Febrafar à marca de 75 redes. Com sede em Vitória (ES), o grupo reúne as redes Farmácias Preço Baixo e Farmavocê, que somam cerca de 280 lojas em 14 estados.
As operações trabalham com modelo de licenciamento de marcas e contam ainda com uma linha de produtos exclusivos com mais de 200 SKUs.
Para Carlos Aníbal Cortes Neri, CEO da Mova Marcas, esse conjunto de recursos foi determinante para a associação. “Encontramos na Febrafar ferramentas, condições comerciais, tecnologia, treinamentos e informações que podem contribuir diretamente para manter nossas lojas atualizadas e competitivas”, afirma.
Conhecimento aplicado à operação
Um dos pontos centrais do modelo associativista é transformar conhecimento em prática. Para uma rede independente, ter acesso a informações de mercado, ferramentas tecnológicas, capacitação e experiências de outras empresas pode contribuir para decisões mais eficientes em áreas como compras, estoque, vendas, gestão financeira, marketing e relacionamento com o consumidor.
A atuação conjunta também permite que diferentes redes compartilhem experiências e encontrem soluções para desafios comuns, sem que necessariamente precisem abandonar suas características locais.
Essa combinação entre escala, ferramentas e conhecimento ganha relevância diante da transformação do varejo farmacêutico. A concorrência não ocorre apenas entre lojas físicas, mas também envolve preço, disponibilidade de produtos, experiência de compra, canais digitais, relacionamento e eficiência operacional.
Nesse ambiente, a capacidade de gestão passa a ser tão importante quanto a capacidade de negociação. O associativismo, portanto, deixa de ser apenas uma estratégia para obter melhores condições de compra e passa a atuar como uma estrutura de desenvolvimento empresarial das redes.
Fonte: https://guiadafarmacia.com.br/febrafar-alcanca-75-redes-e-mais-de-20-mil-farmacias/
Foto: Febrafar