Participação da entidade chega a 19,4% do mercado farmacêutico, segundo José Abud Neto
Base de 20 mil lojas registra crescimento de 11,87% até julho de 2026
A Febrafar movimentou R$ 51,74 bilhões em faturamento no mercado farmacêutico no acumulado de 12 meses até julho de 2026. O valor representa crescimento de 11,87% em relação ao mesmo período anterior, segundo dados do relatório de mercado da entidade, elaborado a partir de informações da IQVIA.
A base reúne mais de 20 mil lojas, distribuídas entre 75 redes nas 27 unidades federativas. A Febrafar está presente em 4.034 dos 5.570 municípios brasileiros, alcançando 196 milhões de habitantes. A estrutura também contempla 106 associados, 41 distribuidores, 26 serviços e parceiros e 106 indústrias.
No mesmo período, o mercado farmacêutico brasileiro alcançou R$ 266,34 bilhões, com alta de 10,70%. O faturamento da entidade cresceu, portanto, acima do mercado total no recorte apresentado pelo relatório.
“As redes da Abrafarma também crescem bastante e estamos sempre juntos. Vemos que, além do associativismo, os demais grupos também passam por dificuldades de mercado, mas conseguimos nos destacar em relação a crescimento”, pontua José Abud Neto, diretor geral da Febrafar.

Participação chega a 19,4%
O relatório mostra avanço da participação da Febrafar no mercado farmacêutico, de 18,2% em julho de 2024 para 19,2% em julho de 2025 e 19,4% em julho de 2026.
No mesmo período, as redes corporativas passaram de 12,8% para 13,2%, enquanto as independentes recuaram de 17,7% para 14,8%. Associadas e franquias mantiveram participação de 7,1% até julho de 2026.
Em valores, o mercado total passou de R$ 171,61 bilhões em 2022 para R$ 266,34 bilhões em 2026. No período, a participação da mesma avançou de 16,6% para 19,4%.
Ao analisar o mercado como um todo, Abud Neto chama atenção para as dificuldades enfrentadas por independentes e pequenas e médias redes regionais. “Parte desse desafio está relacionada à falta de estrutura digital. Para prosperar é preciso ter todas as ferramentas, pois o consumidor muda a cada dia”, alerta.
Segundo ele, é preciso comprar bem, vender mais e administrar melhor o negócio. “Essas três vertentes precisam estar muito bem preparadas e estruturadas. Caso contrário, a dificuldade certamente aparece”, afirma.
O avanço das grandes redes para municípios menores também é apontado pelo executivo como um fator que amplia os desafios para os independentes. “Não existe vida para o independente sem um associativismo estruturado”, diz.
Genéricos avançam na base
Entre os grupos de produtos acompanhados pelo levantamento, os genéricos movimentaram R$ 12,6 bilhões na Febrafar até julho, com crescimento de 16,56%. No mercado brasileiro, a categoria alcançou R$ 50,9 bilhões, alta de 11,07%.
Os medicamentos propagados somaram R$ 15,8 bilhões, crescimento de 7,51%, enquanto o mercado brasileiro registrou R$ 107,5 bilhões, alta de 13,17%.
Em MIP, o faturamento chegou a R$ 4 bilhões, avanço de 1,67%, ante R$ 17,8 bilhões no mercado brasileiro, com alta de 9,24%. Já o grupo trade equivalente apresentou retração de 1,81%, para R$ 14,2 bilhões.
Entre as demais categorias, cuidados ao paciente registraram R$ 11,4 bilhões, alta de 19,08%; dermocosméticos, R$ 8,7 bilhões, crescimento de 12,02%; e alimentos, bebidas e conveniência, R$ 7,5 bilhões, avanço de 13,42%.
Tratamentos dermatológicos movimentaram R$ 961,2 milhões, alta de 11,65%, enquanto nutricosméticos alcançaram R$ 900,1 milhões, crescimento de 13,91%. O grupo classificado como não aplicável avançou 123,59%, para R$ 258,9 milhões.

EMS lidera entre fabricantes (h2)
Entre os fabricantes, no faturamento total de R$ 51,74 bilhões, o Grupo EMS registrou R$ 4,53 bilhões, com participação de 8,76%; a Eurofarma, R$ 4,04 bilhões, com 7,81%; e a Hypera Pharma, R$ 3,33 bilhões, com 6,43%.
Entre os genéricos, o valor da base chegou a R$ 12,56 bilhões, alta de 16,56%. A Eurofarma respondeu por R$ 1,95 bilhão, seguida por EMS, com R$ 1,36 bilhão, e Teuto Brasileiro, com R$ 961,9 milhões.

No grupo de não medicamentos, o resultado foi de R$ 4 bilhões, crescimento de 13,43%. Catarinense Pharma, Eurofarma RX e Cimed aparecem nas três primeiras posições do ranking.
Medicamentos de prescrição
No recorte de medicamentos de prescrição, os produtos propagados registraram faturamento de R$ 10,9 bilhões, crescimento de 17,13% e preço médio unitário de R$ 19,96. No mercado brasileiro, a categoria movimentou R$ 44,3 bilhões, alta de 11,53%.
Os genéricos RX movimentaram R$ 11,8 bilhões, alta de 8,48%, enquanto o mercado brasileiro registrou R$ 87,4 bilhões, crescimento de 15,79%. Já os produtos trade RX somaram R$ 2,4 bilhões, avanço de 4,30%, ante R$ 8,5 bilhões no mercado brasileiro, com alta de 0,06%.
No segmento de MIP, os genéricos alcançaram R$ 1,6 bilhão na Febrafar, crescimento de 12,92%. Os produtos propagados somaram R$ 4 bilhões, alta de 4,75%, enquanto os itens trade registraram R$ 1,6 bilhão, queda de 1,94%.
Fonte: https://panoramafarmaceutico.com.br/febrafar-movimenta-recorde-de-r-517-bilhoes-em-12-meses/
Foto: Divulgação