Marcas próprias movimentam R$ 6,5 bi em saúde

Entre as categorias em destaque, probióticos femininos responderam R$ 60 milhões

 

Mercado cresceu 17,8%, enquanto novas demandas de consumo ampliam oportunidades para varejistas, distribuidores e indústria

O mercado de marcas próprias nas categorias de saúde e bem-estar movimentou R$ 6,5 bilhões, alta de 17,8% em relação ao ano anterior. Os dados foram apresentados durante o 2º Simpósio de Inteligência Competitiva – Marcas Próprias, promovido pelo Grupo Airela em Tubarão (SC), nos dias 2 e 3 de setembro.

O encontro reuniu representantes de redes varejistas e distribuidoras para discutir tendências de consumo, oportunidades de portfólio, mudanças regulatórias, marketing digital e estratégias para marcas próprias.

Entre os movimentos que começam a influenciar a cesta de consumo está o avanço da demanda associada aos usuários de GLP-1. Segundo Felipe Melo, diretor de Inteligência Competitiva da Airela, esse público demonstra maior procura por suplementos, produtos para crescimento capilar, ferro, probióticos, digestivos e itens voltados ao bem-estar.

“É uma oportunidade gigantesca, pois o principal produto desta categoria já é o medicamento mais vendido no mercado farmacêutico mundial e esse mercado deve quintuplicar até 2030”, afirma com exclusividade para o Panorama Farmacêutico. Melo detalhou que 90% dos usuários de canetas emagrecedoras nos EUA utilizam suplementos diariamente. No Brasil, segundo os dados apresentados (IQVIA), 41% dos nutricionistas já prescrevem suplementos diariamente.

Saúde da mulher amplia oportunidades

Outro vetor destacado durante o simpósio foi a saúde da mulher, especialmente as demandas relacionadas à menopausa. O mercado brasileiro de consumer health voltado à saúde feminina cresceu 10% e alcançou R$ 5 bilhões.

Nesse segmento, aparecem oportunidades para categorias como vitaminas, suplementos, probióticos e higiene íntima. Os probióticos femininos, por exemplo, chegaram a R$ 60 milhões em 18 meses no Brasil, segundo os dados apresentados no evento.

A programação também abordou as novas regras de regulação para suplementos alimentares, estudos de estabilidade, publicidade, dermocosméticos, atuação de influenciadores, comércio eletrônico e aspectos jurídicos relacionados às marcas próprias.

Estratégia para varejo e distribuição

Para Milton Sampaio, CEO do Grupo Airela, as marcas próprias passaram a ocupar uma posição estratégica para varejistas e distribuidores.

“Marcas próprias têm a oportunidade de rentabilizar melhor, trabalhar a exclusividade e construir sua própria estratégia de precificação e marketing. Quando o produto é seu, a estratégia também é sua”, acredita.

O executivo também destacou a responsabilidade relacionada à qualidade e segurança dos produtos. “Por sermos uma indústria farmacêutica, sempre cumprimos a legislação para garantir a segurança dos nossos produtos. Temos um trabalho intenso nas áreas regulatória e de pesquisa e desenvolvimento”.

Rafaella Weber, gerente de marcas exclusivas da Panvel, destacou as discussões sobre tendências, regulação e qualidade como pontos relevantes para pensar novos produtos e reforçar processos junto à Airela.

Para Sérgio Cláudio Tavares de Souza, da Emefarma, o novo cenário regulatório deve elevar as exigências do mercado. “A mudança na legislação vai aumentar o sarrafo e só os melhores vão permanecer”, avalia. William, gerente de marca própria da Airela, ressaltou a troca de informações com parceiros. “É uma oportunidade que temos de estar mais próximos dos nossos parceiros, mostrando a visão de futuro da empresa e compartilhando as informações sobre as mudanças regulatórias na área de suplementação, que estão mudando as regras do jogo”, observa.

Fonte: https://panoramafarmaceutico.com.br/exclusivo-marcas-proprias-movimentam-r-65-bi-em-saude/

Foto: iStock

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