O estudo vai ao encontro com a previsão da IQVIA, consultoria responsável por auditar no País o varejo farmacêutico, que projeta um crescimento de 11% para todo o mercado nos próximos 5 anos
A indústria farmacêutica segue em plena expansão. Para se ter uma noção da potência desse segmento, de acordo com o relatório Tendências Farma 2026 da Mintel, o mercado brasileiro deve atingir US$ 43,9 bilhões em 2026. E a expansão do varejo, que nos últimos anos foi vista como um dos principais motivos para esse crescimento, agora divide espaço com outros canais. 41% desse volume projetado deve vir de hospitais, governo e compras institucionais.
Com isso, as empresas que atuam direta ou indiretamente no setor precisam adotar estratégias mais robustas, com antecipação de demandas emergenciais, análise de comportamento de consumo e total atenção às questões regulatórias. E nesse cenário se incluem não apenas médicos e fabricantes, mas também prestadores de serviços, como os operadores logísticos.
“Quando pensamos em uma maior procura de hospitais e órgãos governamentais temos como consequência uma necessidade de atender com mais agilidade – principalmente em questões de saúde pública -, ampliação de capilaridade e foco nas normas aplicadas pelas agências regulatórias. Já quando falamos do varejo, a atenção na última milha se torna mais necessária. São dois cenários diferentes, mas que exigem igualmente adequação e trabalho altamente especializado”, comenta Ricardo Canteras, diretor Operacional e de Tecnologia da Temp Log.
A empresa, que é a única de cadeia fria no Brasil especializada em produtos para a medicina estética, atua há 35 anos no armazenamento, fracionamento e transporte de produtos de alto valor agregado à saúde. Com uma abrangência de mais de 2500 municípios atendidos, a companhia acompanha com atenção as tendências do mercado e adota as medidas necessárias para a movimentação cada vez maior de produtos com qualidade e responsabilidade. Para isso, conta com uma modelagem exclusiva de segmentação automatizada e sistemas avançados de rastreamento, além de investir periodicamente em renovação de frotas, tecnologias de atendimento e monitoramento de carga.
“O momento de grande demanda/crescimento traz muitas oportunidades, mas também desafios. E estamos focados sempre em criar soluções que possam atender os clientes com qualidade, eficiência e segurança, garantindo um produto íntegro, de ponta a ponta, em um curto prazo, mesmo com a alta procura”, complementa.
O estudo vai ao encontro com a previsão da IQVIA, consultoria responsável por auditar no País o varejo farmacêutico, que projeta um crescimento de 11% para todo o mercado nos próximos 05 anos. Alguns fatores já vem sendo estudados há algum tempo, como o envelhecimento da população, a queda de patentes e a expansão do setor de biológicos.
Já outros, surgem como uma novidade: também de acordo com a Mintel, os medicamentos a base de GLP-1, as famosas canetas emagrecedoras, impactaram todo o mercado. Para se ter ideia, entre agosto de 2024 e agosto de 2025, a categoria obesidade/diabetes movimentou R$ 13,2 bilhões, sendo R$ 7,1 bilhões apenas em semaglutida. E esse cenário está longe de mudar. Com novas variações chegando e o prazo de patentes de outras expirando, como é o caso da Ozempic que vence em março de 2026 no Brasil, é esperado que o segmento aqueça ainda mais.
“São os operadores logísticos que vão garantir que todo esse medicamento produzido, vendido e consumido saia da origem ao destino final em segurança, com suas propriedades físico-químicas preservadas. E o crescimento do mercado acarreta uma demanda crescente por serviços personalizados, especialmente em setores especiais, como o transporte de medicamentos de prescrição (RX) e insumos para a indústria de saúde e estética”, finaliza Canteras.
