
Expansão da categoria reforça papel estratégico da distribuição farmacêutica
no abastecimento do pequeno e médio varejo em todo o País
Os medicamentos genéricos seguem ampliando sua relevância dentro da cadeia farmacêutica brasileira e já representam cerca de 40% das vendas do varejo farmacêutico nacional. Mais do que uma alternativa de menor custo, a categoria consolidou-se ao longo das últimas décadas como um dos principais pilares de acesso da população aos tratamentos médicos, impulsionando a sustentabilidade financeira das farmácias e fortalecendo a assistência farmacêutica no País.
Dados da Associação Brasileira de Distribuição e Logística de Produtos Farmacêuticos (Abradilan), com base em informações da IQVIA e da Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos e Biossimilares (PróGenéricos), mostram que, somente no canal distribuidor ligado à entidade, os genéricos já respondem por 41,1% do faturamento e 45,7% do volume de unidades comercializadas.
Criados oficialmente no Brasil por meio da Lei nº 9.787/1999, os medicamentos genéricos passaram a exigir rigorosos testes de bioequivalência e biodisponibilidade, garantindo equivalência terapêutica em relação aos medicamentos de referência. Desde então, a categoria ganhou relevância crescente no varejo farmacêutico, especialmente em tratamentos contínuos relacionados à hipertensão, diabetes, colesterol elevado e doenças cardiovasculares.
Os genéricos transformaram a relação da população brasileira com o cuidado contínuo da saúde. “A principal transformação promovida pelos genéricos foi permitir que milhões de brasileiros passassem a ter acesso regular a medicamentos de qualidade por um custo significativamente menor”, afirma Vinícius DallOvo, diretor executivo da Abradilan.
Segundo a PróGenéricos, os medicamentos genéricos possuem preços, no mínimo, 35% inferiores aos medicamentos de referência, contribuindo diretamente para ampliar a adesão aos tratamentos e reduzir o abandono terapêutico por questões financeiras.
Além do impacto social, a categoria também se tornou indispensável para o equilíbrio operacional do varejo farmacêutico, especialmente entre farmácias independentes, associativistas e de vizinhança. “Os genéricos são hoje um dos principais motores de fluxo, fidelização e geração de caixa do varejo farmacêutico, principalmente para pequenas e médias farmácias”, destaca Vinícius Dall’Ovo.
De acordo com a Abradilan, a forte concentração da categoria em medicamentos de uso contínuo faz com que os genéricos gerem compras recorrentes e previsibilidade operacional para os estabelecimentos. “Os genéricos são hoje os principais indutores de sustentabilidade financeira e geração de tráfego do pequeno e médio varejo farmacêutico, e como representam 45,7% das unidades comercializadas pela Abradilan e estão fortemente concentrados em tratamentos contínuos, eles garantem fluxo constante de clientes e estabilidade de caixa para as farmácias”, explica o executivo.
A entidade ressalta, ainda, que a distribuição farmacêutica exerce papel decisivo nesse cenário ao garantir abastecimento competitivo e presença regionalizada em praticamente todo o território nacional. Atualmente, a Abradilan possui cobertura de 97,1% do mercado de associações e franquias e 86,9% das farmácias independentes brasileiras. “Enquanto as grandes redes negociam diretamente com a indústria farmacêutica, as farmácias independentes e associativistas dependem diretamente da distribuição para acessar o mercado de genéricos de forma competitiva”, pontua Dall’Ovo.
Outro fator apontado pela Abradilan como determinante para o avanço da categoria no ponto de venda é a atuação do farmacêutico. A orientação profissional contribui diretamente para ampliar a confiança do consumidor na eficácia e segurança dos genéricos. “O farmacêutico exerce papel fundamental na desmistificação das dúvidas do paciente sobre eficácia e segurança dos genéricos. Além disso, ajuda o consumidor a compreender o benefício econômico da categoria”, afirma Dall’Ovo.
Atualmente, cerca de 90% das doenças conhecidas já contam com opções terapêuticas em medicamentos genéricos no Brasil. O segmento mantém trajetória consistente de crescimento e movimenta bilhões de unidades anualmente. Somente em 2025, foram comercializadas mais de 2,36 bilhões de unidades no País, representando crescimento de 8,33% sobre o ano anterior. Já no primeiro trimestre de 2026, os genéricos geraram economia de R$ 14,6 bilhões para os consumidores brasileiros.
Segundo Tiago de Moraes Vicente, presidente-executivo da Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos e Biossimilares (PróGenéricos), a expansão da categoria acompanha mudanças estruturais importantes no perfil de consumo da população brasileira e no próprio mercado farmacêutico. “Somente entre janeiro e março deste ano, o mercado concentrou grande parte de suas vendas em medicamentos voltados ao tratamento de doenças crônicas e de alta prevalência na população brasileira, especialmente hipertensão, diabetes e doenças cardiovasculares”, afirma.
O executivo ressalta ainda que o crescimento do segmento reflete um amadurecimento do mercado e da percepção dos consumidores sobre qualidade, segurança e eficácia dos medicamentos intercambiáveis. “Os números mostram que os genéricos deixaram de ser apenas uma alternativa de preço para se consolidarem como um dos pilares da assistência farmacêutica no Brasil. Estamos falando de um setor que alia acesso, desenvolvimento industrial, inovação e impacto social direto na vida das pessoas”, destaca.
Entre os princípios ativos mais comercializados atualmente estão losartana potássica, dipirona sódica, hidroclorotiazida, tadalafila e nimesulida, além de medicamentos como enalapril, sinvastatina, rosuvastatina, anlodipino e metformina, reforçando o protagonismo dos genéricos no tratamento de doenças crônicas e de alta prevalência na população brasileira.
A Abradilan destaca ainda que a evolução da categoria acompanha investimentos contínuos da indústria farmacêutica instalada no Brasil em pesquisa, inovação e ampliação de portfólio. A expectativa do setor é de continuidade do crescimento nos próximos anos, impulsionado pelo avanço dos medicamentos biossimilares e de genéricos de maior complexidade tecnológica.
As projeções da PróGenéricos indicam que os medicamentos genéricos deverão alcançar 45,12% de participação no mercado farmacêutico brasileiro até 2030, com economia acumulada superior a R$ 630 bilhões para a população brasileira ao longo da década. Para a entidade, o cenário reforça que os genéricos deixaram definitivamente de ser apenas uma opção econômica para se tornarem um dos principais motores de acesso, competitividade e sustentabilidade do sistema farmacêutico nacional.
Sobre a Abradilan
A Associação Brasileira de Distribuição e Logística de Produtos Farmacêuticos (Abradilan) tem sido uma força transformadora no setor farmacêutico desde sua fundação em 1998. Representando mais de 160 empresas, a entidade promove inovação, ética e desenvolvimento em toda a cadeia do mercado. O Conexão Farma é uma extensão desse compromisso, oferecendo um espaço onde conhecimento e relacionamento convergem para moldar o futuro do setor.
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