Mounjaro se torna o medicamento de maior faturamento do mundo

Mounjaro

 

Tirzepatida gerou um lucro de cerca de 43 bilhões de reais

O Mounjaro, que tem como princípio ativo a tirzepatida, gerou 8,7 bilhões dólares (cerca de 43 bilhões de reais) para a Lilly no primeiro trimestre de 2026, superando o Keytruda (pembrolizumabe) da MSD Brasil, que registrou vendas de 7,9 bilhões de dólares (39 bilhões de reais). O Keytruda era o medicamento maior faturamento do mundo desde o primeiro trimestre de 2023, quando desbancou o Humira, da AbbVie, medicamento para doenças autoimunes.

A Lilly apresenta resultados ainda melhores se considerarmos tanto o Mounjaro quanto o medicamento para perda de peso Zepbound em conjunto. Ambos utilizam o mesmo princípio ativo, conhecido como tirzepatida. A combinação gerou um lucro de 36,5 bilhões de dólares (180 bilhões de reais) em 2025, superando os 31,6 bilhões de dólares (155 bilhões de reais) do Keytruda no mesmo ano.

“Faz sentido que estejamos trocando o rei Keytruda pelo rei tirzepatida. Não é nenhuma surpresa para mim”, afirma Evan Seigerman, diretor administrativo da BMO Capital Markets Corp, observando a eficácia e a segurança dos medicamentos.

O mercado de medicamentos contra o câncer é muito diferente do mercado de tratamentos para obesidade e diabetes, de acordo com Seigerman. Na época de sua aprovação, em 2014, o pembrolizumabe era revolucionário, prolongando a vida de pacientes que antes recebiam um diagnóstico terminal. Seu preço era condizente com isso.

Enquanto isso, a tirzepatida oferece opções de baixo custo para milhões de pessoas com obesidade que limita a expectativa de vida, mas não é fatal, segundo ele.

Analistas previram durante anos que os medicamentos da Lilly estariam entre os mais vendidos de todos os tempos, embora tenham chegado ao mercado depois do Ozempic e do Wegovy, da Novo Nordisk. As vendas da Lilly continuaram a disparar mesmo com o lançamento de medicamentos similares durante períodos de escassez e apesar da pressão da política de preços acessíveis do governo Trump, que pressionou os preços no mercado de GLP-1.

Ao mesmo tempo, a MSD Brasil enfrenta a iminência do vencimento da patente do Keytruda, uma imunoterapia usada para tratar diversos tipos de câncer. A patente expira em 2028, o que levou a empresa a reforçar seu portfólio de produtos em outras áreas. Até o momento, a obesidade não é uma delas.

Fonte:https://oglobo.globo.com/saude/medicina/noticia/2026/05/07/mounjaro-se-torna-o-medicamento-mais-vendido-do-mundo.ghtml

Foto: Divulgação/Eli Lilly do Brasil

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