São mais de 20 mil farmácias no aplicativo para compras e que, até então, os consumidores poderiam não encontrar essas farmácias entre as opções disponíveis
A expansão do delivery e a mudança no comportamento do consumidor estão criando novas oportunidades para as farmácias que fazem parte do associativismo. Nesse movimento, a Febrafar (Federação Brasileira das Redes Associativistas e Independentes de Farmácias) fechou uma parceria com o iFood para ampliar a presença das farmácias associativistas na plataforma e criar um novo canal de vendas para as lojas.
A iniciativa alcança o universo de mais de 20 mil farmácias ligadas às redes associadas à Febrafar e permite que as unidades passem a disputar também a atenção de consumidores que já utilizam o aplicativo para compras e que, até então, poderiam não encontrar essas farmácias entre as opções disponíveis.
Para Karen Corridoni, Diretora Comercial da Febrafar, um dos principais efeitos da parceria é justamente colocar as farmácias associativistas em contato com um público que já possui o hábito de comprar por meio do delivery. “A gente passa a ter acesso a um cliente que muitas vezes já estava acostumado com a plataforma, que poderia até comprar em outra farmácia, mas que não comprava nas nossas lojas porque a gente não estava ali. Agora, a gente passa a jogar esse jogo e a ter a possibilidade de levar mais consumidores para nossas farmácias”, afirma.
Um novo consumidor no radar das farmácias
A entrada no iFood representa, para as farmácias associativistas, mais do que uma alternativa logística para entregar produtos. A plataforma passa a funcionar também como uma vitrine digital, permitindo que as lojas sejam encontradas por consumidores que já estão no ambiente de compras do aplicativo.
Segundo Karen, esse comportamento é particularmente relevante porque o consumidor que utiliza o delivery considera diferentes fatores na decisão de compra, entre eles a conveniência, a facilidade de encontrar o produto e o preço.
“O cliente do iFood está buscando praticidade e conveniência, mas o preço continua sendo um fator importante na decisão de compra. Para a farmácia, isso abre uma possibilidade diferente de relacionamento com esse consumidor e de geração de vendas por um canal que antes não estava disponível para ela”, explica.
Capilaridade pode ser um diferencial
Outro aspecto considerado estratégico pela Febrafar é a distribuição geográfica das farmácias associativistas. As redes estão presentes em diferentes regiões e municípios brasileiros, e essa presença torna as farmácias associativistas relevantes para ampliar a oferta e a concorrência no delivery.
Esse cenário também é relevante em cidades e mercados regionais nos quais a atuação das redes corporativas nacionais é menor, ampliando o potencial das farmácias associativistas dentro do delivery. “Nosso universo está em muitos municípios brasileiros, cada um com suas características e oportunidades. Quando levamos uma solução como o iFood para esse ecossistema, ampliamos as possibilidades de acesso ao delivery e fortalecemos a presença das farmácias associativistas em diferentes mercados, ampliando as opções aos consumidores”, afirma Karen.
A estratégia, portanto, combina a presença das farmácias da Febrafar em mercados onde há diferentes concorrentes com a capilaridade das redes em cidades e regiões nas quais a atuação das grandes redes é menor, aproximando o consumidor de farmácias que já possuem forte atuação local.
Vender mais, mas com resultado
A entrada no delivery também exige mudanças na gestão da operação. A orientação da Febrafar é que as farmácias não tratem o novo canal apenas como uma ferramenta para aumentar o número de pedidos.
A formação de preços, a análise das margens, o acompanhamento dos indicadores e a adaptação do mix de produtos são pontos que precisam ser considerados para que o crescimento das vendas seja acompanhado por resultado financeiro.
“Não basta a loja vender no iFood. Ela precisa vender e olhar a margem. O objetivo é que o canal gere resultado para a farmácia. Não adianta aumentar o volume de pedidos se, no final da operação, a empresa não consegue transformar essa venda em resultado”, ressalta Karen Corridoni.
A Febrafar também prevê orientação às farmácias para a adaptação da operação ao novo canal. A proposta é apoiar as unidades na estruturação da presença digital, na organização do catálogo e no acompanhamento dos principais indicadores da operação.
Delivery entra em uma nova etapa
Para a Febrafar, a parceria ocorre em um momento em que o consumidor está cada vez mais habituado a resolver diferentes necessidades por meio dos aplicativos. No caso das farmácias, esse movimento amplia a disputa pela atenção do consumidor para além do ponto de venda físico e dos canais tradicionais de relacionamento.
Com a entrada no iFood, as farmácias associativistas passam a combinar a proximidade e a capilaridade características do modelo com uma plataforma digital de grande utilização pelos consumidores.
“Estamos falando de um novo momento para o delivery nas farmácias. A oportunidade não está apenas em colocar a loja em uma plataforma, mas em entender como esse consumidor compra, como a farmácia pode atender essa demanda e como transformar esse novo canal em uma operação sustentável”, conclui Karen Corridoni.
Fonte: Febrafar