Temas ajudam na orientação aos pacientes durante o tratamento
Com a crescente utilização de medicamentos agonistas do receptor de GLP-1 e coagonistas incretínicos, o Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo (CRF-SP) lançou dois materiais técnicos para apoiar os farmacêuticos na orientação aos pacientes durante o tratamento.
Entre os temas abordados estão dúvidas comuns na rotina de quem utiliza esses medicamentos – a necessidade de suplementação alimentar, os cuidados durante o tratamento e as possibilidades de substituição entre diferentes medicamentos contendo semaglutida.
Materiais sobre GLP-1
Manual técnico
Orientações sobre Suplementação Alimentar em Pacientes em Uso de Agonistas do Receptor de GLP-1 e Coagonistas Incretínicos. Elaborado pelo Grupo Técnico de Trabalho de Suplementos Alimentares do CRF-SP, apoia o farmacêutico na avaliação e orientação sobre suplementos alimentares, preparando o profissional para atender às dúvidas mais comuns durante o tratamento.
Informes técnicos
Orientações sobre medicamentos sintéticos à base de semaglutida. Reúne informações sobre as características desses medicamentos e orienta os farmacêuticos quanto às regras de dispensação e intercambialidade entre diferentes versões de semaglutida.
Semaglutida sintética: o que muda na dispensação
As versões sintéticas de semaglutida começaram a ser registradas no país em maio de 2026. A primeira aprovação estabeleceu o produto de referência, classificado como medicamento novo, permitindo, em agosto, a entrada do primeiro medicamento genérico e do primeiro similar.
Embora tenham o mesmo princípio ativo, esses medicamentos são produzidos por uma rota de síntese química diferente da utilizada nos medicamentos biológicos com semaglutida.
Regras de intercambialidade
- Entre medicamentos sintéticos, a substituição é permitida conforme a legislação vigente
- A troca envolvendo medicamentos biológicos não pode ser feita por iniciativa própria do farmacêutico
- A Nota Técnica nº 60/2026 da Anvisa não autoriza a substituição automática de medicamentos biológicos e não se aplica à semaglutida sintética
O CRF-SP recomenda que o farmacêutico realize a dispensação de acordo com a prescrição apresentada e oriente o paciente sempre que surgirem dúvidas sobre equivalência terapêutica ou possibilidade de substituição entre produtos contendo semaglutida.
O informe também reúne informações sobre os aspectos farmacológicos da semaglutida, suas formas farmacêuticas, apresentações e indicações terapêuticas. Os materiais técnicos completos estão disponíveis no portal do CRF-SP
Fonte: Sincofarma
Fonte: https://guiadafarmacia.com.br/crf-sp-lanca-manual-sobre-glp-1-para-farmaceuticos/
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